Imoral!!!
| November 19, 2003 | Posted by Marcos Arouca under Geral |
Well,
vou postar uma matéria que li hoje de um carro simplesmente phoda
São poucos os automóveis no mundo que oferecem tamanha sensibilidade ao volante aliada a um motor caliente. A lista é restrita mas, seguramente, os modelos da Porsche fazem parte dela. Eles oferecem uma identidade tão marcante que é impossível não reconhecer um. Apoiada no carisma e sucesso, a fábrica de Stuttgart está lançando apenas 1 500 unidades do Carrera GT, que tem tudo o que há de melhor em um Porsche, como o conforto de um Cayenne e o desempenho dos possantes usados nas consagradas 24 Le Mans. O resultado até que é simples: um carro para o dia-a-dia com forte característica esportiva.
Bem antes de expor a máquina no Salão de Frankfurt, a marca contratou o conceituado piloto alemão Walter Röhrl, campeão mundial de rali, em 1980 e 1982 para testá-la. Ele teve a “difícil” tarefa de conduzir o GT por mais de 6 000 voltas, ao longo de um ano, no autódromo de Nürburgring, na Alemanha. O traçado, palco do Grande Prêmio da Europa de Fórmula 1, é considerado uma “jaula” para as feras do automobilismo. Ao todo são 33 curvas para a esquerda e 40 para a direita. “É uma das pistas mais exigentes do mundo, ideal para aperfeiçoar um carro”, assegura Röhrl. Durante o período de testes, o ex-campeão preocupou-se em acertar todos os detalhes, como a altura dos assentos, a posição do volante, a posição dos retrovisores e a melhor relação de transmissão.
Quando faltava um dia para a estréia do Carrera GT no Salão de Genebra, em março, Röhrl levou o carro para a última e decisiva prova de fogo em Nürburgring. Lá, toda a potência do motor foi exigida e o carro ultrapassou a barreira dos 200 km/h, com direito a uma confidência do piloto . “Com a capota fechada, é possível chegar aos 330 km/h. Só não podemos anunciar isso porque é politicamente incorreto. Por um momento, atingi 309 km/h na reta. Fechei a pista de 26 km com o tempo de 7min37, batendo o recorde anterior de 7min57 conquistado com um GT3. Aqui é como o inferno. Bem que o Dante Allighieri dos pilotos poderia ter nascido aqui”, brinca.
No momento em que Röhrl pisava fundo ao volante do Porsche de 612 cv a 8 200 rpm, o ruído se transformava em trovoada, principalmente na reta. “Quando há certa constância até que o carro libera um barulho agradável”, explica.
A avaliação recomeçou com o abastecimento de 92 litros, mesma quantidade que havia sido usada na parte da manhã. Em seguida, a maratona continuou. O piloto sentou-se no protótipo, apertou o cinto de segurança, virou a chave que fica à esquerda, como em todos os Porsche, e despertou o V10.
À primeira vista, o Carrera não apresenta aberrações. A manopla de câmbio não é um exagero, como a de uma Ferrari, nem as portas funcionam no sistema “asas de borboletas”, como as do Lamborghini Murciélago. Em comparação aos seus irmãos GT2 e GT3, a principal diferença deste Porsche está no velocímetro, no qual a agulha laranja pode chegar a fantásticos 380 km/h, contra a marca de 320 km/h dos outros dois modelos. Outra particularidade é o acionamento do câmbio localizado na parte superior do console, confirmando que as mudanças de marchas devem ser feitas com rapidez e precisão.
O homem das 6 000 voltas
O alemão Walter Röhrl é um nome bem conhecido do público que acompanhou o campeonato mundial de rali na década de 80. Com estatura elevada e experiência de sobra, Röhrl foi campeão pilotando o Fiat 131 Abarth e o Opel Ascona 400. Em 1984, convidado a participar da equipe Audi, venceu a famosa prova americana Pikes Peak. Como piloto de teste da Porsche, Röhrl trabalhou durante um ano no desenvolvimento do Carrera GT. Completou 6 000 voltas pelo autódromo de Nürburgring, cenário do GP da Europa de Fórmula 1, para acertar o carro. A seguir um pequeno depoimento dele sobre a máquina:
“Não vou chegar ao extremo de dizer que o Carrera GT é uma obra-prima, mas estou muito orgulhoso pelo resultado final. Temos de considerar que este é um veículo diferente do tradicional 911. Porém, acredito que se trata de um modelo até superior. Tem personalidade própria e seu carisma é tão forte que qualquer motorista acaba se identificando com ele.”
Afinal, alcançar a velocidade de 100 km/h em 3s9 não é para qualquer superesportivo. Muito menos 200 km/h em 9s9. Para travar toda essa potência, a marca alemã incorporou discos de cerâmica com 380 mm de diâmetro. As rodas de magnésio são de 19″ na frente e 20″ na traseira. Os pneus são 265/35/19 na dianteira e 335/30/20 na traseira. É evidente que o conjunto chassi, motor e suspensão, desenvolvido para debutar em Le Mans, em 2000, foi alterado a fim de atender o motorista mais usual. Mas quem não está familiarizado com esse tipo de carro não deve se atrever a pilotá-lo com o controle de tração desligado. “Mantê-lo desativado é pedir para passar vexame, porque fica muito difícil domar a fera”, afirma Röhrl.
Com relação aos seus concorrentes, o Carrera GT tem uma parada indigesta pela frente. Mas, com conhecimento de causa, Röhrl está convencido que o puro-sangue de 400 000 euros possui atributos marcantes para enfrentar Mercedes SLR McLaren – que também causou furor em Frankfurt – e Ferrari Enzo. Que ninguém ouse a contestar a palavra de um antigo campeão das pistas.
Ficha técnica – Porsche Carrera GT
Motor V10, central traseiro, 5.7 litros
Potência 612 cv a 8 000 rpm
Tanque de combustível 92 litros
Rodas dianteiras 265/35 ZR 19
Rodas traseiras 335/35 ZR 19
Velocidade Máxima 330 km/h
0 a 100 km/h 3s9
Preço 400 000 euros


Imagina essa fera piscando atrás do seu carro
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