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	<title>Marcos Arouca &#187; Geral</title>
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		<title>Chegou o BBB12!</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 01:47:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Arouca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chegou mais um Big Brother Brasil e com isso a cada dia de paredão e eliminação as redes sociais &#8220;bombarão&#8221; com comentários sobre o programa. Eu não sou contra nem a favor (teve épocas em que acompanhei bastante!) do programa e de vez em quando até acompanho (as vezes + por motivo do trabalho), mas…]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegou mais um <a href="http://tvg.globo.com/bbb/bbb12/index.html" title="BBB" target="_blank">Big Brother Brasil</a> e com isso a cada dia de paredão e eliminação as redes sociais &#8220;bombarão&#8221; com comentários sobre o programa.<br />
Eu não sou contra nem a favor (teve épocas em que acompanhei bastante!) do programa e de vez em quando até acompanho (as vezes + por motivo do trabalho), mas o problema são os <a href="http://goo.gl/Q5Vdr" title="Chato de galocha" target="_blank">chatos de galocha</a> que vão passar o tempo inteiro reclamando nas mesmas redes sociais sobre os assuntos mais comentados. Hoje li um post no twitter que é pura verdade &#8220;Reclamar do assunto mais popular em uma rede social é como entrar numa boate e pedir pra abaixar o volume da música.&#8221; vindo do <a href="http://www.twitter.com/microcontoscos" title="@microcontoscos" target="_blank">@microcontoscos</a>. É a mais pura verdade! Amigo, se você não gosta de futebol, BBB, eleição e navega nas redes sociais, ou para de usar as redes ou para de encher o saco de quem quer comentar sobre esses assuntos. Na pior das hipóteses, pare de seguir quem te incomoda. As redes sociais são para se falar de tudo e não sobre seu mundinho chato&#8230;<br />
Pensando bem, agora me ocorreu que eu posso simplesmente deixar de seguir esse tipo de mala&#8230;<br />
=)</p>
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwww.marcosarouca.com%2Fblog%2Fgeral%2Fchegou-o-bbb12%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe>]]></content:encoded>
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		<title>Feliz Natal e um excelente Ano de 2012!!</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 18:59:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Arouca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[2012]]></category>
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		<description><![CDATA[Pessoal, Passando por aqui para desejar um Feliz Natal. Ainda hoje estava conversando com o meu filho e tentando explicar a ele que o Natal não é apenas uma época em que ganhamos presentes. Natal é, além de celebrarmos o Nascimento de Jesus (para as religiões que acreditam), também uma época em que estamos próximos…]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoal,</p>
<p>Passando por aqui para desejar um Feliz Natal. Ainda hoje estava conversando com o meu filho e tentando explicar a ele que o Natal não é apenas uma época em que ganhamos presentes.<br />
Natal é, além de celebrarmos o Nascimento de Jesus (para as religiões que acreditam), também uma época em que estamos próximos das pessoas que amamos (e por isso trocamos presentes).<br />
Não deixem o Natal se transformar apenas em uma data comercial.</p>
<p>2011 terminando e muitos fazem um balanço do que ocorreu nesse ano que já está no fim.  Tivemos fases boas e ruins; Problemas e soluções no caminho.<br />
O que desejo para 2012 é que as pessoas procurem olhar mais a sua &#8220;volta&#8221;, e não tanto para &#8220;si&#8221; mesmas.<br />
No resto é Paz, amor, saudade e tudo de bom!</p>
<p>Um feliz Natal a todos os amigos, conhecidos e um excelente 2012 a todos!!</p>
<p>De Arouca, Soraya e Matheus =)</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.marcosarouca.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/feliznatal.jpg" alt="" width="920" height="669" /></p>
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwww.marcosarouca.com%2Fblog%2Fgeral%2Ffeliz-natal-e-um-excelente-ano-de-2012%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe>]]></content:encoded>
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		<title>O Sucesso consiste em não fazer Inimigos</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 19:19:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras: Regra número 1: Colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a…]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras: </p>
<p><strong>Regra número 1:</strong><br />
Colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: Se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1999 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2009. </p>
<p><strong>Regra número 2:</strong><br />
A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros. </p>
<p><strong>Regra número 3: </strong><br />
Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender. </p>
<p>Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é! A &#8216;Lei da Perversidade Profissional&#8217; diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais possa ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.<br />
Muito cuidado ao tentar prejudicar um colega de trabalho; Amanhã ou depois você pode depender dele para alguma coisa! </p>
<p>Portanto, profissionalmente falando, e &#8220;pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que têm &#8220;boa memória.<br />
&#8220;Na natureza não existem recompensas nem castigos. Existem consequências.&#8221;</p>
<p><em>Max Gehringer (sem confirmação)</em></p>
<p>==========<br />
Fonte: &#8220;<a href="http://www.ovetor.com.br/portal/" title="O Vetor" target="_blank">O Vetor</a>&#8220;</p>
<p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Arouca/~4/OgxHz4yND0c" height="1" width="1" /></p>
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		<title>Conhecendo San Francisco – USA</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 19:19:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre quis conhecer os EUA, porém se você gosta de filmes tanto quanto eu, talvez já conheça a América do Norte e ir lá é apenas comprovar que é um lugar incrível. Óbvio que tem seus problemas, suas neuroses, etc. Porém, o fato é que é uma cultura muito mais avançada do que a Brasileira.…]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre quis conhecer os EUA, porém se você gosta de filmes tanto quanto eu, talvez já conheça a América do Norte e ir lá é apenas comprovar que é um lugar incrível.<br />
Óbvio que tem seus problemas, suas neuroses, etc. Porém, o fato é que é uma cultura muito mais avançada do que a Brasileira.<br />
Antes que me xinguem, quero dizer que amo meu país e não penso em trocá-lo por outro (vale lembrar que poderia morar na Europa, já que tenho cidadania Européia também&#8230; Mas isso não vem ao caso&#8230;). =D</p>
<p>O fato é que quando você sai do país, as mazelas que você odeia no Brasil (como eu&#8230;), ficam mais evidentes. Exemplos?<br />
* É difícil ver pessoas lá, jogando lixo pelo chão.<br />
Óbvio que em alguns pontos existe sujeira no chão, mas quem sabe, não são de pessoas oriundas de outros países? =)<br />
* O trânsito é muito organizado. Pedestres aguardam na calçada em frente a faixa de pedestres para atravessar, em 99,99% mesmo quando não há carros, aguardam&#8230;<br />
* Por outro lado, carros respeitam sinais (yes!!), faixas, etc. Em alguns pontos, nas áreas mais residenciais, onde não há sinal para pedestre, mesmo assim existe a faixa e (pasmem!) os carros param para você atravessar, assim que você se posiciona em frente a faixa!<br />
* Também é raro ver pedestre atravessando fora da faixa&#8230;<br />
Vi uma cena que no Brasil chegaria a ser engraçada e cheguei a comentar no twitter: Um policial de moto, parou um ciclista e por algum motivo o multou&#8230; No Brasil, nem motorista de carro é&#8230;</p>
<p>Em todos os lugares que fui sempre encontrei muita educação por parte das pessoas, seja no aeroporto, lojas, hotel&#8230; Sempre fui bem atendido.<br />
Sempre me falaram que, por exemplo, as equipes de segurança no aeroporto podem ser rudes e neuróticos&#8230; Sim, são neuróticos, porém o tratamento foi de total educação e respeito. Uma observação com relação a neurose com segurança em aeroporto: nada mais justo depois do que se passou no fatídico <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ataques_de_11_de_setembro_de_2001" target="_blank">11/09</a>&#8230;<br />
Aliás, esse ponto da neurose (com a segurança em aeroportos) é interessante. Já começa no Check-in no aeroporto Brasileiro. As atendentes da American Airlines te fazem perguntas como &#8220;quem fez sua mala?&#8221;; &#8220;que tipo de bagagem está levando?&#8221;; &#8220;por algum momento ficou longe da bagagem depois que a fez até agora?&#8221;&#8230; E ainda te orientam a não deixar, em momento algum a bagagem de mão sozinha no caminho entre o check-in e avião&#8230;</p>
<p>Para ir para San Francisco, precisei fazer uma conexão e aguardar 5 horas em Miami, e como Miami é um dos pontos de entrada, nesse aeroporto foi onde tive que passar pela imigração e Alfândega Americanas. Lá achei muito engraçado o fato de que 99% dos funcionários falam em espanhol o tempo todo. Isso gerou uma situação no mínimo curiosa, na hora da entrevista da Imigração, porque ouvia as perguntas em espanhol e respondia em inglês (vai que falo algo em português e tem duplo sentido em espalhol e sou preso&#8230; Preferi não arriscar =P ).<br />
Como cheguei de madrugada (Miami é 1 hora a menos do fuso de Brasília nessa época do ano e San Francisco são 4 horas a menos do que Brasília), nem sai do aeroporto, então dei uma volta por lá, comprovando que o aeroporto além de grande, estava sendo reformado e melhorado. Uma coisa que não gostei, foi de ter que pegar as malas em Miami e logo depois da alfândega despachar de novo, mas tudo bem (problemas de logística&#8230;).</p>
<p>Na hora de entrar no setor de embarque de Miami, foi um momento no mínimo tenso, já que você precisa se desfazer de todos os metais, tirar casaco, sapatos, etc&#8230; Acredito que no Brasil várias pessoas veriam essa situação como meio vexatória, mas é algo que lá provavelmente ninguém reclama de fazer (pelo menos não vi&#8230; Se não quiser entrar nos EUA, pode voltar dali mesmo&#8230; rsrs).<br />
De fato, o momento tenso foi quando foi identificado uma &#8220;mini-&#8221;espada de São Jorge que estava na minha carteira. Essa mesma espada já tinha sido identificada no Aeroporto do RJ, mas passou sem problemas, após eu mostrar. Ainda cheguei a perguntar para a PF no RJ se isso daria problemas em Miami, mas não iria me desfazer dela do nada. Então, após a identificação em Miami, informei para o &#8220;armário de quase 3m de altura&#8221; que veio conversar comigo, do que era o objeto e após ele conversar com uns 2 supervisores, viram que eu não conseguiria derrubar um avião com um objeto de 10 cm (por via das dúvidas, na volta ela foi na mala =D).<br />
Uma observação para quem faz escala, pela <a href="http://www.aa.com.br/homePage.do?locale=pt_BR" target="_blank">AA</a>, como fiz: O voo de conexão é um voo doméstico e a não ser que você vá de primeira classe, eles não servem comida de graça&#8230;<br />
Ao chegar em San Francisco, pode-se optar por vários tipos de meio de transporte: existe um trem, shuttle (van) e taxi. Optei por pegar shuttle (que custou U$ 17), o taxi por exemplo, custou na volta U$ 45, ou seja, é bem interessante pegar shuttle (se não estiver com malas que incomodem, o trem parece que custa U$ 8).</p>
<p>Essa primeira viagem para San Francisco, teve como idéia central acompanhar a <a href="http://2011.sf.wordcamp.org/" target="_blank">Wordcamp SF 2011</a>, um evento sobre WordPress (um CMS que administro no trabalho). Porém, consegui viajar aguns dias antes e tive a chance de conhecer uma cidade muito bonita.<br />
Não sei se todos fariam como eu, mas eu andei muito por aqui. No primeiro dia, sai do Hotel, que ficava o começo da Powell St., e andei a rua inteira até chegar em <a href="http://www.fishermanswharf.org/" target="_blank">Fisherman&#8217;s Wharf</a> (você acaba passando por uma parte de Chinatown) e seus Piers, como o 39, onde você tem várias lojas, Aquarium of the Bay, lugares para comer e comprar lembranças da cidade.</p>
<p><a href="http://farm7.static.flickr.com/6087/6050826242_09637aa634_b.jpg"><img class="alignleft" src="http://farm7.static.flickr.com/6087/6050826242_09637aa634_b.jpg" alt="" width="206" height="138" /></a> O Pier 33 é de onde tem a saída das visitas para Alcatraz. Confesso que quis muito conhecer Alcatraz, mas o passeio como um todo demoraria praticamente 3 horas, eu cheguei tarde (já que fui andando) e as filas enormes (fica para uma próxima&#8230;). Continuei caminhando pela Embarcadero até chegar a Market St. voltando a Powell St.<br />
Por que fui andando? Porque adoro tirar fotos e seria chato demais pegar o Cable Car, por exemplo, e ficar tentando tirar fotos. OK, turistas normais com suas point-to-shoot ficam tirando fotos assim, mas convenhamos, preciso olhar com calma o que vou registrar&#8230; =)</p>
<p><a href="http://farm7.static.flickr.com/6070/6051757488_364be91d50_z.jpg" target="_blank"><img class="alignleft" src="http://farm7.static.flickr.com/6070/6051757488_364be91d50_z.jpg" alt="" width="161" height="107" /></a>  San Francisco tem excelentes pontos de visita e como consequência, belos lugares para fotos. Outro ponto que conheci, e um dos mais conhecidos é a Alamo Square. Dessa praça, que fica em um dos pontos altos da cidade, você consegue visualizar as famosas <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Painted_Ladies" target="_blank">&#8220;Painted Ladies&#8221;</a>, algumas das poucas casas que sobraram após um grande incêndio que destruiu San Francisco anos atrás.</p>
<p>Sempre partindo da Market St., outro ponto muito bonito é o Civic Center, naquele entorno, ficam a Prefeitura, Biblioteca pública, Suprema corte&#8230;<br />
<a href="http://farm7.static.flickr.com/6197/6051017867_d9a58829c1_z.jpg" target="_blank"><img class="alignleft" src="http://farm7.static.flickr.com/6197/6051017867_d9a58829c1_z.jpg" alt="" width="107" height="161" /></a></p>
<p>Alguns passeios que eu queria fazer mas não deu tempo (a vida é cheia de escolhas&#8230; =D ): além de ir a Alcatraz; passear no Cable Car (alguns poderão me xingar, já que dizem que é O PASSEIO OBRIGATÓRIO, de quem vai a San Francisco, mas na boa? Ficar umas 2 horas esperando para andar 15 minutos nele seria demais para poucos dias na cidade); atravessar a Golden Gate até Salsalito de bike. Aliás, não ter ido nem a Alcatraz ou ter fotografado a Golden Gate foram os pontos chatos =P</p>
<p>Dica para quem vem querendo &#8220;ajudar a reerguer a economia americana&#8221; e gastar &#8220;a lot&#8221; nas excelentes lojas dos EUA: o ideal é ficar bem próximo do centro comercial (entre a Powell e Market St. está bom). Eu fiquei no The Powell Hotel (Esse na verdade fica na Cyril Magnin St., mas tem uma saída por trás que é &#8220;na cara do ponto final do Cable Car&#8221;, então você já sai do hotel e pode ver a fileira enorme de pessoas esperando para pegar o Cable.). O Hotel também fica muito perto do Westfield Shopping, NikeTown, Macy&#8217;s, Apple Store, GAP, entre outras várias lojas muito conhecidas. Isso facilita muito para quem quer apenas comprar (e muito) =)<br />
Existem opções mais baratas no quesito roupas: Alugar um carro e ir até <a href="http://www.premiumoutlets.com/outlets/outlet.asp?id=24" target="_blank">Petalume Village Outlet</a>. Dizem que é bem mais em conta.<br />
Alías, quando se vem aos EUA você tem a exata noção de que só compra as coisas nos EUA quem é pobre, rico compra no Brasil mesmo, já que, sinceramente? A diferença de preços é absurda! Exemplo? Um iPod Shuffle, custa no Brasil R$ 200,00. Nos EUA? U$ 52 (já com imposto e convertendo pelo dólar atual, uns R$ 82). Alías, todas as lojas, na hora em que você vai pagar o produto ou comida, informam o preço incluindo 8,5% de taxa (Em outros estados eles podem cobrar esse valor, outro ou nenhum). Um tablet como o Galaxy 10.1? Acabou de ser anunciado no Brasil por R$ 2.000,00, custa U$ 499,99&#8230; Precisa continuar?</p>
<p>Aliás sobre compras, achei engraçado na hora em que fui fazer o check-in no aeroporto de San Francisco, o atendente da American Airlines perguntar se eu tinha certeza de que era brasileiro, se estava realmente indo para o brasil, já que eu só estava com 32 Kg (o permitido são 60 kg) e que brasileiros adoravam equipamentos eletrônicos. Tentei explicar a ele de que no Brasil esses equipamentos custavam quase 4 vezes (ou mais&#8230;). Ele riu, óbvio&#8230;</p>
<p>Uma imagem que vai ficar dos americanos: sempre ver eles andando pelas ruas com fones brancos (de iPhone, iPad, iPod&#8230;) e um copo grande de café (provavelmente Starbucks) e consultando um smartphone. Eu não sei se esse negócio de ficar andando sempre de fones é só para ouvir música, ou se é apenas uma forma de evitar problemas pelas ruas&#8230; Sempre ouvia falar que nos EUA se processa por qualquer coisa&#8230; Então imagino que andando de fones nas ruas, evite alguém falar que você estava mexendo com alguém&#8230; Sei lá&#8230; =)</p>
<p>Da parte de San Francisco que andei, a da Market St. estava o tempo todo cheia de gente, quando você começa a se afastar dessa área, as ruas vão ficando vazias demais. Chega a ser estranho, mas não vi nada demais. Mesmo tendo alguns pontos com pedintes e moradores de rua (geralmente quando eles estão na região da Market St. imediatamente um policial solicita que saiam ou algo parecido&#8230;).<br />
Aliás, cheguei a ver um dia quando estava saindo da Apple Store dois policiais correndo e entraram na loja para pegar alguém&#8230; Não sei por que&#8230; =D</p>
<p>Sobre o clima? Bom, apesar de estarmos no verão o clima é muito agradável e chega a fazer frio, mesmo durante o dia é sempre bom ter um casaco ou jaqueta e não é difícil de que você o use (e olha que eu sempre sinto calor!). Isso porque durante o dia, mesmo com sol, corre um vento frio. Mas é muito agradável andar pela cidade sem se preocupar com o calor. Aliás, mesmo com vento frio e tal, durante os dias que andei pela cidade, não usei boné, o que resultou em antes mesmo de sair de San Francisco estar descascando&#8230; Parece até que fui para a praia aqui&#8230; =P</p>
<p>Caso pense em usar o sistema de transporte daqui, existem algumas cabines onde você pode comprar o ticket. Existem várias opções como 1 dia inteiro, 3 ou até 7. Isso lhe dá o direito de, além de andar no cable car, nos ônibus e trens. Pode ler mais sobre isso <a href="http://www.sfmta.com/cms/home/sfmta.php" target="_blank">aqui</a></p>
<p>Bom, deixei San Francisco com algumas certezas:<br />
* É um lindo lugar<br />
* É fato que vou querer voltar lá, porém dessa vez com mais tempo e com a companhia da <a href="http://www.twitter.com/sorayasaldanha" target="_blank">dona patroa</a> e do filhote.</p>
<p>=)</p>
<p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Arouca/~4/3Teq2FwmidM" height="1" width="1" /></p>
<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwww.marcosarouca.com%2Fblog%2Fgeral%2Fconhecendo-san-francisco-%25e2%2580%2593-usa%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=true&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=80" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:80px;" allowTransparency="true"></iframe>]]></content:encoded>
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		<title>Não se meta na minha vida…</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 19:19:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Os pais que sabem se meter na vida dos filhos conseguem fazer deles homens e mulheres de bem. Lembro-me de uma ocasião em que escutei um jovem dizendo ao seu pai: - Não se meta na minha vida! Esta frase calou fundo em mim, tanto que freqüentemente a recordo com relação a pais e filhos,…]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os pais que sabem se meter na vida dos filhos conseguem fazer deles homens e mulheres de bem. Lembro-me de uma ocasião em que escutei um jovem dizendo ao seu pai: </p>
<p>- Não se meta na minha vida! </p>
<p>Esta frase calou fundo em mim, tanto que freqüentemente a recordo com relação a pais e filhos, imaginando ser eu aquele pai, e o que responderia ao meu filho. </p>
<p>- Filho, eu não me meto em sua vida, você é que se meteu na minha!</p>
<p>Faz 17 anos que, graças a Deus, pelo amor que nos unia, à sua mãe e a mim, você chegou em nossas  vidas, ocupou nosso tempo durante quase três meses, sua mãe se sentindo mal, sem poder se alimentar, pois tudo o que comia lhe causava vômitos, precisando ficar de repouso; eu tive de me repartir entre as obrigações do meu trabalho e as de casa, para ajudá-la. </p>
<p>Já não podíamos ir a todas as reuniões, não freqüentávamos tanto os amigos, na verdade nos distanciamos de muitos deles por sua causa&#8230; </p>
<p>Nos últimos meses antes de você chegar, sua mãe não dormia e não me deixava dormir, eu precisava levantar cedo para ir trabalhar, no entanto tinha de me esforçar para ser paciente e ajudar sua mãe a se sentir melhor, para que você estivesse bem. </p>
<p>As despesas aumentaram incrivelmente, pois grande parte de nossas economias eram gastas com você: com um bom médico para cuidar de sua mãe, ajudando-a a manter uma gravidez saudável,  com medicamentos, já na Maternidade, na aquisição de um guarda-roupa completo para você&#8230; sua mãe não podia ver algo de bebê que não quisesse logo para você: um berço, um cesta de alças (moisés), um carrinho de rodas, tudo o que fosse possível para você se sentir bem confortável. </p>
<p>Nem sequer me dei conta de ter deixado de adquirir coisas para mim, e você sabe como os aparelhos de som e os computadores me fazem delirar! </p>
<p>&#8230; Não se meta na minha vida? </p>
<p>Chegou o dia do seu nascimento, e era preciso comprar uma lembrancinha para cada pessoa que vinha conhecê-lo. Sua mãe dizia: &#8220;temos de preparar um quarto para o bebê&#8221;.</p>
<p>Desde a primeira noite não dormimos. A cada três horas, com a estridência de um despertador, você nos acordava para que o alimentássemos, outras vezes porque se sentia mal e chorava, chorava, chorava, sem que pudéssemos ficar tranqüilos, pois nem sempre sabíamos o que se passava, e às vezes chorávamos junto com você&#8230; </p>
<p>&#8230; Não se meta na minha vida? </p>
<p>Todo tipo de doença infantil acometia você, tivemos que suspender muitas saídas nossas; sua mãe já estava toda preparada para ir a alguma reunião &#8211; depois de meses sem sair de casa -, eu, inclusive, a ponto de apressá-la, e ela me chamava para dizer: mudança de planos, nosso bebê está com febre, não podemos sair&#8230;</p>
<p>&#8230; Não se meta na minha vida? </p>
<p>Você começou a caminhar, e já nem sei desde quando tive de ficar andando atrás de você, se foi mesmo quando começou a dar os seus passinhos ou quando acreditou que já sabia fazê-lo. Eu não podia mais me sentar tranqüilamente para ler o jornal ou ver o jogo do meu time, na TV, porque era você acordar e sumia da minha vista, eu tinha que sair atrás de você para que não se machucasse. </p>
<p>&#8230; Não se meta na minha vida? </p>
<p>Entretanto recordo o seu primeiro dia de aula, quando precisei telefonar para o trabalho, dizendo que não podia comparecer, já que você, na porta da escola, não queria se soltar de mim e entrar, chorava e me pedia que não fosse embora; foi preciso entrar com você e pedir à professora que me deixasse ficar ao seu lado, na sala, nesse primeiro dia, para ir tomando confiança; depois de se sentir bem seguro, chegou até a me dispensar: a maioria das vezes não só não me pedia mais que eu não fosse embora, como se esquecia de se despedir de mim ao sair correndo do carro para se encontrar com os novos amiguinhos.</p>
<p>&#8230; Não se meta na minha vida? </p>
<p>Do colégio, recebíamos freqüentes observações: não liga para nada, é indisciplinado, briga com os outros, não quer fazer seus deveres, passa o tempo no banheiro, rabiscou a caderneta do coleguinha, machucou o pé, quebrou a mão&#8230; além disso é pago o colégio em que você estuda. </p>
<p>Você foi crescendo, como também as suas aventuras, a tal ponto que um dia tive de suplicar ao  diretor para que não o expulsasse. </p>
<p>&#8230; Não se meta na minha vida? </p>
<p>Mal a vizinha me via chegar, já vinha me dizer: &#8220;seu filho quebrou uma vidraça da minha casa, rabiscou a parede, anda brigando com o meu filho etc&#8221;.</p>
<p>Você continuou a crescer, mas queria fazê-lo apressadamente, urgia conhecer todos os lugares de diversão da cidade, você só tinha 13 anos e queria ir a todas as festas de seus  amigos que completavam 15, não queria mais que o levássemos aos seus encontros, pedia que o deixássemos uma rua antes e voltássemos para pegá-lo uma rua depois, porque você é &#8220;cool&#8221;, não queria saber de chegar cedo em casa, ficava chateado se lhe dávamos regras a seguir, não podíamos fazer comentários acerca de seus amigos sem se voltar contra nós, como se você os conhecesse a vida inteira e nós não passássemos de uns perfeitos desconhecidos para você; me empresta o carro, ia dizendo, e eu me sentia o pior pai do mundo por não fazê-lo&#8230; </p>
<p>&#8230; Não se meta na minha vida? </p>
<p>Constantemente sua mãe precisa arrumar as mesmas coisas do seu quarto, incluindo as que você larga pelo assoalho, ela arruma num dia e no outro tem que fazer tudo de novo, pois estão sempre espalhadas.</p>
<p>&#8230; Não se meta na minha vida? </p>
<p>Já se passaram meses e suas notas escolares não chegam, sua mãe e eu não queremos criar mais problemas, perguntando; chamaram-nos da escola e precisamos ir falar com a professora, sabemos que você foi reprovado, e se não se apressar perderá todo o curso&#8230;</p>
<p>&#8230; Não se meta na minha vida? </p>
<p>Cada vez fico sabendo menos sobre você, por você mesmo, e mais pelo que ouço de outras pessoas. Já nem gosta de conversar comigo, diz que vivo repreendendo você, qualquer coisa que eu faça lhe soa mal, ou se torna motivo para zombar de mim, pergunto: com todos estes defeitos eu teria podido lhe dar o que você tem tido até o momento?  Serei mesmo esse ser humano tolo e torpe? Sua mãe passa noites em claro e por sinal não me deixa dormir, dizendo que já é de madrugada e você ainda não chegou. Você só me procura quando é preciso pagar alguma coisa, ou precisa de dinheiro para ir à escola ou para sair, pior ainda, diz que eu só o procuro para lhe chamar a atenção&#8230; </p>
<p>&#8230; Não se meta na minha vida? </p>
<p>Hoje me telefonaram, dizendo que será celebrada uma missa em ação de graças por todos vocês que concluíram a Faculdade; você mesmo me avisou, mostrando desinteresse, como se não lhe importasse que eu fosse participar da cerimônia, e no entanto esta foi para mim uma grande notícia que me fez sentir muito feliz. Como eu poderia perder esta celebração, disse-me a mim mesmo, e aqui estou eu.<br />
&#8230; Não se meta na minha vida? </p>
<p>Sem dúvida, a esta frase repetida e à minha reflexão, cada um de vocês, que é pai, pode acrescentar suas importantes opiniões, pode corrigir, aumentar e até modificar o sentido,  mas não quero nem imaginar que vocês, sendo pais, tivessem decidido a não se intrometerem na vida de seus filhos, pois o que teria ocorrido então?</p>
<p>Com toda certeza, alguns de seus filhos não estariam aqui. Se vocês tivessem se intrometido a princípio e logo depois desistido desse dever de alimentar, educar, cuidar etc.. muitos deles não teriam conseguido alcançar nenhuma meta, apesar do esforço inicial de vocês. Se os pais não se preocupassem com o que os filhos fazem, aonde vão, e com quem saem, talvez muitos deles não estariam mais entre nós, ou quem sabe estariam em um hospital ou aprisionados em algum vício.<br />
Estou certo, porém, que diante destas palavras: &#8220;Não se meta na minha vida&#8230;&#8221; podemos responder juntos: </p>
<p>“Filho, eu não me meto em sua vida, você é que se meteu na minha, e posso lhe assegurar que desde o primeiro dia até hoje eu me sinto o homem mais feliz de todos”.<br />
Pais, graças a Deus por terem se metido na vida de seus filhos, porque graças a isso agora podemos vê-los realizados em mais uma etapa de sua formação.<br />
Somente os pais que sabem se meter na vida de seus filhos conseguem fazer deles homens e mulheres de bem.<br />
Muito obrigado, papais! </p>
<p>Aos filhos, tenho a dizer que valorizem seus pais, se eles não são perfeitos, vocês muito menos o são, ou então aguardem mais um pouco até conhecerem os críticos mais implacáveis desta vida: seus próprios filhos.</p>
<p>==========<br />
Fonte: Autor desconhecido</p>
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		<title>Geração preparada despreparada…</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 19:19:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada. Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da…]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.marcosarouca.com/blog/wp-content/uploads/2011/08/adolescencia.jpg" alt="" width="200" height="232" /> A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada.</p>
<p>Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.</p>
<p>Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.</p>
<p>Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.</p>
<p>Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.</p>
<p>Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.</p>
<p>É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?</p>
<p>Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.</p>
<p>Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.</p>
<p>Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.</p>
<p>A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.</p>
<p>Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.</p>
<p>Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.</p>
<p>Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.</p>
<p>Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.</p>
<p>O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.</p>
<p>Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.</p>
<p>Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.</p>
<p>Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.</p>
<p>Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.</p>
<p>==========<br />
Fonte:<br />
Eliane Brum<br />
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).<br />
E-mail: elianebrum@uol.com.br<br />
Twitter: <a href="http://www.twitter.com/brumelianebrum" target="_blank">@brumelianebrum</a></p>
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